Feliz 2014!

“Nossa, como o ano voou”. Esta é a expressão que mais se escuta com a chegada do último trimestre do ano – e é a mais pura verdade.
Realmente, o tempo voa. Ou, como diria Cazuza, o tempo não para. O tempo não para e os negócios vão acontecendo independentemente da nossa vontade. Sempre digo que, se não estivermos atentos ao tempo e não nos dedicarmos a fazer a melhor gestão possível dele, ano após ano repetiremos a lista de coisas que gostaríamos de fazer no próximo ano. O nome do jogo é estar alerta.
Por isso, já está na hora de, antes de todos entrarem no ritmo das festas (lembrem-se que ainda temos os feriadões nos meses de outubro e novembro), começar a pensar no próximo ano.
Sempre recomendo ao empreendedor: antes de promover qualquer encontro com o seu pessoal, sozinho, analisar tudo o que deu e o que não deu certo no ano que está acabando. Este exercício de autoanálise (desde que não seja enviesado e que não procure justificar os seus erros) é de extrema importância para as decisões futuras.
Procure observar as fontes de receita, e identifique clientes que geraram valor para o seu negócio, aqueles que o levaram a perder tempo e, principalmente, as fontes que deixaram de ser exploradas, por falta de recursos, sejam estes tempo, dinheiro ou pessoas.
Como em uma novela, na qual o autor tem poder de vida ou morte sobre os personagens, brinque de Deus e identifique os personagens que você mataria ou daria mais destaque na trama, introduzindo-os nos próximos capítulos. A partir dessa brincadeira, você terá mapeado um posicionamento, baseado na sua experiência e na experiência de seus concorrentes.
Chega então a hora de encontrar os seus colaboradores e fazer a mesma análise. Não tente influenciar ninguém com as suas conclusões. Se possível, deixe-os fazer a primeira parte do exercício sozinhos e entre na brincadeira só depois que eles já tenham tido a oportunidade de analisar, sem censura, os caminhos para melhorar o faturamento no ano seguinte.
É importante observar ainda que a simulação não deve ser restrita a clientes e canais de venda, mas incluir questões estratégicas e de gestão do negócio, podendo abranger pessoas e processos.
Em seguida, é o momento de fazer a lista de ações para o próximo ano (sem medo de “demitir” clientes). Embora essas ações devam ser detalhadas, vale fazer também uma lista resumida, apontando mês a mês, para ser plastificada em diversos tamanhos e colocada na parede, na carteira, na bolsa, etc., de modo que as pessoas possam acessá-la diariamente.
Finalmente, o mais importante: O que mata um excelente plano? O dia-a-dia.
No primeiro dia útil do ano, reúna todos novamente e relembre as ações que deverão ser tomadas, os responsáveis e prazos das mesmas. Dê o tiro de largada e não se esqueça de acompanhar periodicamente o andamento das coisas. Lembre-se que logo virão outras obrigações, feriados e imprevistos e 2013 já terá acabado novamente. Feliz 2014!

Fonte: Endeavor por Carlos Alberto Miranda é sócio-fundador da BR Opportunities, gestor de Private Equity com foco em empresas de rápido e alto crescimento.